Muitas mulheres guardam um desejo secreto de ajudar outras pessoas, compartilhar suas histórias e transformar vidas, mas são paralisadas por uma pergunta cruel: “Quem sou eu para ser mentora?”.

A crença popular nos diz que, para orientar alguém, precisamos ter atingido o auge absoluto da carreira, ter milhões na conta bancária ou possuir títulos acadêmicos intermináveis. No entanto, a realidade do mercado de mentoria moderno — e a visão de especialistas como Paula Abreu — aponta para uma direção muito mais acessível e humana.

Se você já superou desafios, aprendeu habilidades específicas ou transformou sua própria vida, você já possui a matéria-prima necessária. Este artigo vai desmistificar o papel da mentora e mostrar por que você não precisa ser uma “guru” para começar hoje.

O Que Realmente Significa Mentoria?

Voce Mentora Paula Abreu
Voce Mentora Paula Abreu

Antes de definir quem pode ser mentora, precisamos esclarecer o que é mentoria. Ao contrário de uma aula tradicional expositiva, a mentoria é uma parceria criativa entre mentor e mentorado.

Zig Ziglar define mentor como alguém que permite que você veja a esperança dentro de si mesmo. Na prática, é uma relação de desenvolvimento onde uma pessoa com mais experiência oferece direção, apoio e um ambiente seguro para que outra pessoa (menos experiente naquele campo específico) possa crescer.

O papel da mentora não é ter todas as respostas do universo, mas sim fazer perguntas desafiadoras, cocriar soluções e encurtar a curva de aprendizado de quem vem logo atrás.

A Regra de Ouro: Apenas Dois Passos à Frente

O maior bloqueio para novas mentoras é o que Paula Abreu chama de “Síndrome do Nível Nasa”. Muitas acreditam que precisam atingir um nível de realização “estratosférico” antes de estenderem a mão para ajudar alguém.

Para quebrar essa crença, aplicamos a regra fundamental aprendida com Chalene Johnson: para ajudar alguém, basta que você esteja dois passos à frente dessa pessoa.

Resultados Relativos vs. Resultados Absolutos

Você não precisa ter chegado ao destino final para guiar quem está na linha de partida. Quando Paula Abreu começou seu primeiro grupo de mentoria, ela ainda não tinha atingido sua meta financeira de “cem mil reais em um ano”. No entanto, ela já sabia como fechar clientes, como perder o medo de gravar vídeos e como lotar uma agenda.

Isso nos ensina que o resultado é relativo. O que para você parece básico (o passo 2), para quem está no passo 0 é um conhecimento valiosíssimo e transformador. Seus mentorados muitas vezes buscam a coragem e a técnica que você já domina, não necessariamente o império que você ainda está construindo.

Tipos de Mentoria: Onde Você se Encaixa?

Para aplicar o conceito (Experiência, Especialidade, Autoridade e Confiança) na sua carreira de mentora, você precisa definir onde sua experiência de vida gera valor real. Existem três categorias principais de mentores:

1. Mentora de Habilidades Específicas

Você domina uma técnica que outros querem aprender? Pode ser algo profissional, como marketing digital, SEO ou vendas, ou algo pessoal, como culinária saudável e organização. Se você tem a habilidade de vender (mesmo que ainda não seja milionária), você já está capacitada para mentorar quem não vende nada.

2. Mentora de Situações Específicas

Este tipo de mentoria baseia-se na superação. Você passou por uma situação difícil — uma transição de carreira, um divórcio, uma doença, ou a superação de um vício — e saiu do outro lado transformada. Um exemplo poderoso é o de alguém que venceu um diagnóstico difícil ou reestruturou a vida após uma crise. Sua “cicatriz” se torna o mapa para ajudar outros que estão passando pela mesma dor agora.

3. Mentora de Habilidades Tácitas

Foca em comportamento e inteligência emocional. Envolve ensinar comunicação, liderança, resolução de conflitos ou inteligência espiritual. Muitas vezes, essas habilidades foram forjadas no fogo da experiência de vida e são cruciais para o sucesso de qualquer profissional.

Sua História é Sua Maior Credencial

O mercado está cheio de informações técnicas, mas carente de conexão humana. O que torna sua mentoria única (e “incopiável”) é a sua história. Paula Abreu chama isso de Mentoria Autoral.

Quando você aceita que suas vivências, erros e acertos formam uma metodologia única, você para de competir por preço e começa a atrair pessoas que se conectam com seus valores. Lembre-se: mentorar também é compartilhar a jornada. Às vezes, o cliente precisa mais ser validado e destravado emocionalmente do que aprender uma técnica nova.

Conclusão: O Mundo Espera Sua Voz

Esperar pela perfeição é a forma mais segura de nunca ajudar ninguém. Se você tem conhecimento, experiência e vontade de servir, você já tem a permissão para começar.

Lembre-se do princípio fundamental: comece onde você está, ajude quem está dois passos atrás e permita-se crescer junto com seus mentorados. O “nível Nasa” pode ser o objetivo, mas a transformação acontece no caminho.

5 Perguntas para Reflexão

  1. Em qual área da minha vida (pessoal ou profissional) eu já superei desafios que outras pessoas ainda estão enfrentando?
  2. Existe algum conhecimento que, para mim é óbvio, mas que as pessoas frequentemente me pedem ajuda para entender?
  3. Estou esperando um “resultado perfeito” para começar, ou posso valorizar as pequenas vitórias que já conquistei?
  4. Minha história de vida carrega alguma “medicina” (aprendizado de cura/superação) que pode servir ao próximo?
  5. Se eu pudesse ajudar alguém a resolver apenas um problema urgente hoje, qual seria?

 

Informações do Artigo
Quem Pode Ser Mentora? O Guia Completo
Nome do Atigo
Quem Pode Ser Mentora? O Guia Completo
Descrição
Descubra se você pode ser mentora com a regra dos "2 passos à frente". Aprenda como transformar sua experiência em um negócio de mentoria, sem ser uma guru.
Autor (a) do Livro
Autor do Post:
Blog Rentabiliza Digital

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